Imposição de mãos
Levítico 4:27-30
27
E, se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, fazendo
contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que não se deve fazer, e assim
for culpada;
28 Ou se o pecado que
cometeu lhe for notificado, então trará pela sua oferta uma cabra sem defeito,
pelo seu pecado que cometeu,
29 E porá a sua mão
sobre a cabeça da oferta da expiação do pecado, e a degolará no lugar do
holocausto.
30 Depois o sacerdote
com o seu dedo tomará do seu sangue, e o porá sobre as pontas do altar do
holocausto; e todo o restante do seu sangue derramará à base do altar;
Comentário
Levítico 4: 27 = “E, se qualquer
pessoa do povo da terra”: O procedimento era o mesmo no caso de um
príncipe, com exceção de que o homem comum devia trazer uma fêmea em vez de um
macho. A fêmea era de algum modo inferior na escala de valor em relação ao
macho e, portanto, era facilmente adquirida. O ritual de sangue e a disposição
da gordura eram o mesmos que os dos sacrifícios pelos príncipes que pecavam (
versos 23-26).
Levítico 4: 24 = “ E porá a mão
sobre a cabeça”. Segue –se o mesmo padrão das outras ofertas e tem o
mesmo significado. Ao pôr as mãos sobre a vítima, o pecador identificava-se com
ela, transferia-lhe seus pecados pela confissão e a apresentava como seu
substituto.
Levítico 4:4 = “ Porá a mão”. Era
a mesa cerimônia de todos os holocaustos, exceto quando aves eram oferecidas. A
imposição da mão denotava não apenas a dedicação do animal a Deus. Na verdade,
quando o ofertante se inclinava sobre a cabeça da vítima, ele se identificava
com ela, e ela se tornava seu substituto (levítico 1:4).
A imposição da mão era acompanhada pela confissão do pecado
que havia motivado o ato do sacrifício (Levítico 5:5). Esse princípio se
aplicava a todos os sacrifícios pelo pecado, sendo, portanto, um ato
significativo. Ao confessar o pecado e inclinar-se sobre a vítima, o pecador
declarava sua fé em Deus, que havia provido um substituto para sofrer a
penalidade por seu pecado. Trazer o sacrifício não era a penalidade. A penalidade
era a morte, e o animal era que pagava.
Vemos que todos os versos citados acima mostram que sem
sangue não remissão dos pecados, ao seguir as ordens de Deus, o pecador
arrependido podia ter certeza de que a vítima seria aceita em seu lugar. Assim também
o crente pode se assegurar de que, ao seguir as orientações de Deus, será
aceito em Cristo, o Substituto, sabendo que Ele toma seu lugar no altar e que,
na verdade, Ele já fez isso ao morrer na cruz. Ele morreu para que pudéssemos
viver.
Arsenio
Bibliografia
Comentário Bíblico Adventista v1 p. 770,788,790,791
Bíblia (ACF)
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