Revolta no santuário celestial
Para compreender melhor as questões que envolveram esse conflito quero começar como a questão foi colocada entre os anjos.
Satanás, o adversário de Deus, não saiu das mão do Criador como um demônio maligno. Pelo contrário, Deus o trouxe à existência como um anjo sábio e cheio de glória.
Duas passagem do AT descrevem indiretamente a origem, posição e queda moral desse poderoso ser (Isaías 14:4-21; Ez 28:12-19).
Essas passagens nos permitem discernir a gravidade do conflito, iniciado entre as mais elevadas ordens de inteligências criadas por Deus; os anjos celestes. E começou com um anjo nobre - um querubim cobridor - que assistia na presença de Deus. A crise teve origem, por assim dizer, na sala do trono do próprio Deus.
Quais foram as questões?
Não há nem um texto bíblico que afirme diretamente as questões específicas que Lúcifer, cego pelo orgulho, levantou para tentar usurpar as prerrogativas divinas. No entanto, podemos seguramente concluir das diversas passagens bíblicas a natureza das questões envolvidas.
A lei de Deus uma definição simples do apóstolo João é "todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei..." (1 João 3:4) quando as Escrituras dizem, portanto, que "o diabo [Satanás] vive pecando desde o princípio" ( 1 João 3:8), podemos concluir corretamente que Lúcifer questionou a necessidade de seres santos como os anjos estarem sujeitos aos mandamentos de Deus. Ele teria considerado a lei de Deus um restrição à liberdade angélica.
O caráter de Deus, ao questionar a lei de Deus, lúcifer questionou o caráter do Criador. quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentirosos e pai da mentira" (João 8:44). Cristo acusa lúcifer abertamente de homicídio e mentira, violações da lei moral.
Mas quem ele matou ou para quem ele mentiu, antes de ser expulso do Céu?
Uma vez que tanto Jesus quanto o apóstolo João apontam a "ira" e o "ódio" no coração como as raízes do homicídio, o Mestre está evidentemente fazendo uma alusão ao estranho sentimento de Lúcifer começou a nutrir e que motivou suas ações é por essa razão que quando Deus mencionou que ele (Lúcifer) violou o sexto mandamento "não matarás". (Êxodo 20:13).
Autonomia da criatura Lúcifer não quer ser deus dos anjos mais sim que cada um fosse seu próprio deus ou seja a criatura rebelde diz: Não preciso de Ti, Deus; sou perfeitamente capaz de cuidar da minha própria vida". Será!
Lúcifer o primeiro pecador pretendia se libertar da autoridade de Deus. a profecia de Isaías reflete isso" Tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo" (Is 14:13,14)
Lúcifer desejava ser seu próprio deus.
Arsenio
Bibliografia
Tratado de Teologia p. 1075,1076,1077,1078
Bíblia ACF
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