Resposta à Justiça
O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. Três seções principais, correspondentes aos três capítulos, abrangem a profecia.
A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção para o justo, mas de julgamento para o ímpio.
Embora Deus nunca seja rápido em julgar, sua paciência não pode ser admitida sempre. Toda a Terra está sob o seu controle; e, quando ele aparece em poder, até mesmo a natureza treme diante dele (1.1-8).
Na sua condição de miséria e aflição (1.12), Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1.9). A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1.15)
A segunda seção principal descreve a ida da destruição para Nínive (2.1-3). Tentativas de defender a cidade contra seu atacante serão em vão, porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2.1-7).
As portas do rio se abrirão, inundando a cidade e varrendo todos os poderosos, e o palácio se derreterá (2.6). O povo de Nínive será levado cativo (2.7); outros fugirão com terror (2.8).
Os tesouros preciosos serão saqueados (2.9); toda a força e autoconfiança se consumirão (2.10). O covil do leão poderoso será desolado, porque “Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos exércitos” (2.11-13).
O terceiro capítulo forma a seção final do livro. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel, mas ele é justificado em sua condenação. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3.1), uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas.
Ela era uma cidade conhecida pela mentira, falsidade, rapina e devassidão (3.1,4). Tal vício era uma ofensa a Deus; portanto, seu veredicto de julgamento era inevitável (3.2-3, 5-7).
Semelhante a Nô-Amom, uma cidade egípcia que sofreu queda, apesar de numerosos aliados e fortes defesas. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3.14-15). Tropas se espalharão, os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3.16-18).
O julgamento de Deus sobreveio, e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente batem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3.19).
Enfim como esses capítulos nos ensinam sobre o caráter de
Deus?
Deus?
Antes de descrever o julgamento de Nínive, o profeta descreve o Juiz, Jeová, a quem nos apresenta não como um executor injusto e caprichoso, mas alguém tardio em irar-se, que espera com paciência os frutos do arrependimento antes de castigar.
Naum é o complemento de Jonas. Jonas revela o julgamento suspenso de Nínive e Naum, o julgamento executado. Os ninivitas arrependeram-se do arrependimento descrito em Jonas, razão por que Deus se arrependeu da misericórdia que tinha mostrado naquela época e derramou a sua ira sobre eles.
Dessa ira se disse: “O valor permanente do livro consiste em apresentar, como em nenhum outro livro do Antigo Testamento, o quadro da ira de Deus”.
Não devemos imaginar, ao pensarmos na ira de Deus, que seja algo semelhante ao furor ardente, apaixonado, cego e insensato de um homem enraivecido.
Ele é tardio para se vingar, mas uma vez ultrapassado o limite, devido ao estado das coisas que exijam a nova atitude de vingança ele é tão irresistível qual um furacão que furiosamente agita o mar, ou como um vento dos desertos que passa sobre a terra deixando-a desolada.
Arsenio
Bibliografia
Profetas Menores p. 39-40
Bíblia (ACF)
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