Ser cheio do Espírito Santo
Essa referencia está em Efésio
5:18 “E não vos embriagueis com vinho,
em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;” neste verso a primeira
parte Paulo estava falando das trevas e da loucura das pessoas insensatas, e
poucas coisas existem mais tolas do que a embriaguez.
Esse mal é condenado nas
Escrituras (Pr 20:1; Lc 21:34), Paulo deve ter pensado na embriaguez não apenas
como a satisfação do apetite, mas também como um mal social que glorifica o desperdício,
a excitação emocional em detrimento do bom-senso e a busca imprudente por
prazer.
O nosso intelecto e a saúde devem
servir como testemunho e para glorificação de Cristo, tudo o que enfraquece a
razão significa deterioração espiritual e inaptidão para o reino de Deus.
Embora seja verdade que a sobriedade
acompanha o trabalho do Espírito Santo, no entanto, o efeito da presença do Espírito
Santo é visto no testemunho entusiasta da fé.
O cristão quando tem a presença
da trindade em seu coração a sua alegria e vista nas suas ações e conversas
diárias, Lucas escreveu sobre esse sentimento, “e os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.” Atos
13:52
É esse sentimento que Deus espera
do seu povo uma “alegria” continua, Paulo chama a atenção do povo de Deus
usando um texto poderoso: “Vós, porém, não
estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas,
se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” (Romanos 8:9)
A velha vida na carne só deixa de
existir quando começa a nova vida no Espírito. É por essa razão Paulo usa a
expressão “Se, de fato”, o poder
dominante da carne só pode ser expulso quando o Espírito é convidado a exercer
controle total da vida.
Quando o Espírito realmente
habita no interior, cessa a vida segundo a carne.
Este versículo é um convite a um
exame de consciência. Temos a mente dirigida pelo Espírito e vivemos no Espírito
“se, de fato” o Espírito de Deus habita em nós. Podemos saber se o Espírito
habita em nós pela presença ou ausência do fruto do Espírito (Gl 5:22).
A ausência do fruto evidencia que
ainda vivemos na carne, o cristão tem que submeter a vontade completa de Deus.
Não é suficiente estar
intelectualmente convencido da veracidade do cristianismo. O Espírito de Cristo
deve habitar na vida. O Batismo e a profissão de fé, em si, não torna a pessoa
uma verdadeira seguidora de Cristo.
É possível saber que realmente
pertencemos a Ele se Ele nos deu do Seu Espírito (1Jo 4:13). O amor, a alegria,
a paz e as outras graças do Espírito (Gl 5:22) são evidências do verdadeiro
cristianismo.
Mas se, ao contrario, a vida está
marcada por crueldade, egoísmo e vaidade, então é porque a pessoa não é dEle.
Esse versículo é repleto de
advertências. O cristão pode defender as doutrinas e estar em conformidade com
as práticas da igreja; pode ser ativo na causa de Deus e disposto a doar os
bens para alimentar os pobres ou mesmo a oferecer o próprio corpo para ser
queimado, mas, se o Espírito não habitar nele, e o fruto do Espírito (Gl 5:22)
não for evidente em sua vida, ele não é um dos que pertencem a Cristo (1Co
13:3).
O orgulhoso, vaidoso, frívolo,
mundano, avarento, cruel e crítico tem
comunhão, mas não com o Espírito de Cristo, mas com outro espírito.
Arsenio
Bibliografia
Comentário Bíblico Adventista v.6
p. 304,620,1148
Bíblia ACF
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