Casamento

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Lugar da presença

Lugar da presença

Êxodo 25:8  E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.

Embora os hebreus soubessem que Deus não podia habitar numa construção feita por homens (1 Reis 8:27; 2 Cronicas 2:6; Isaías 66:1; Jeremias 23:23,24), não parecia apropriado que houvesse culto sem um templo. Além disso, o santuário era um centro visível para a adoração ao único Deus verdadeiro e constituía assim um baluarte contra a adoração aos deuses pagãos. O santuário permitia Deus estar perto de Seu povo e tornava real Sua presença. Isso também era uma proteção contra a idolatria ( Êxodo 29:43,45; Números 35:34).

Como naquele tempo os israelitas eram um povo nômade e peregrino, o santuário devia ser uma tenda que pudesse ser facilmente desmontada e mudada de lugar. Chama a atenção o fato de a palavra hebraica para “santuário” nunca ser aplicada a um templo pagão.

Num sentido espiritual, Deus sempre buscou habitar com a humanidade e não pode “descansar” até que tenha encontrado essa morada (Salmo 132:13-16), em primeiro lugar no coração de Seu povo individualmente ( 1 Coríntios 3:16,17; 6:19), e no meio de qualquer grupo que se reúna para Lhe adorar ( Mateus 18:20). 

O sistema cujo centro era o tabernáculo terreno apontava para Cristo, que mais tarde “habitou” entre os homens ( João 1:14).

A palavra no hebraico shakan, “habitar”, significa ser um residente permanente numa comunidade. Ela tem estreita relação com a palavra shekinah, usada para a manifestação da glória divina sobre o propiciatório.

O shekinah era o símbolo da presença divina, por meio do qual Deus prometeu “habitar entre eles”. (Êxodo 25:22)

Arsenio

Bibliografia

Patriarca e Profeta p. 349
Comentário Bíblico Adventista p. 684,685
Bíblia (ACF)


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