Lugar da presença
Êxodo 25:8 E me farão um
santuário, e habitarei no meio deles.
Embora os hebreus soubessem que
Deus não podia habitar numa construção feita por homens (1 Reis 8:27; 2 Cronicas
2:6; Isaías 66:1; Jeremias 23:23,24), não parecia apropriado que houvesse culto
sem um templo. Além disso, o santuário era um centro visível para a adoração ao
único Deus verdadeiro e constituía assim um baluarte contra a adoração aos
deuses pagãos. O santuário permitia Deus estar perto de Seu povo e tornava real
Sua presença. Isso também era uma proteção contra a idolatria ( Êxodo 29:43,45;
Números 35:34).
Como naquele tempo os israelitas
eram um povo nômade e peregrino, o santuário devia ser uma tenda que pudesse
ser facilmente desmontada e mudada de lugar. Chama a atenção o fato de a palavra
hebraica para “santuário” nunca ser aplicada a um templo pagão.
Num sentido espiritual, Deus
sempre buscou habitar com a humanidade e não pode “descansar” até que tenha
encontrado essa morada (Salmo 132:13-16), em primeiro lugar no coração de Seu
povo individualmente ( 1 Coríntios 3:16,17; 6:19), e no meio de qualquer grupo
que se reúna para Lhe adorar ( Mateus 18:20).
O sistema cujo centro era o
tabernáculo terreno apontava para Cristo, que mais tarde “habitou” entre os
homens ( João 1:14).
A palavra no hebraico shakan, “habitar”,
significa ser um residente permanente numa comunidade. Ela tem estreita relação
com a palavra shekinah, usada para a manifestação da glória divina sobre o
propiciatório.
O shekinah era o símbolo da
presença divina, por meio do qual Deus prometeu “habitar entre eles”. (Êxodo
25:22)
Arsenio
Bibliografia
Patriarca e Profeta p. 349
Comentário Bíblico Adventista p.
684,685
Bíblia (ACF)
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