O primeiro sacrifício
O sistema sacrifical do Antigo
Testamento teve origem imediatamente depois da queda. Ainda no Éden, Deus Se
revelou como o Redentor da raça humana. O castigo da morte eterna não foi
aplicado imediatamente a Adão e Eva porque o Senhor proveu um meio de redenção
mediante o qual poria fim à serpente, ao diabo e suas obras (Gênesis 3:15; cf.
Romanos 16:20; Hebreus 2:14).
O ato misericordioso de Deus ao vestir Adão e Eva
com vestimentas de pele era de fato uma promessa de redenção; quando inserimos
Gênesis 3:21 em seu contexto teológico, a morte implícita da vítima se torna um
ato sacrifical.
Depois de haver cometido pecado, o destino de Adão e Eva era
sofrer a morte eterna (Gênesis 2:17). Por incrível que pareça, a vida deles foi
preservada. Mas foi exatamente nesse contexto fatídico que ocorreu a morte de
um animal. A pena de morte não foi executada sobre eles, mas sobre o animal. A
morte do animal proveu o meio de restaurar a relação deles com o Senhor.
Da morte irrompeu a esperança e a
restauração. O fato de Deus ter feito as vestimentas e ter vestido o errante
casal sugere que o Senhor fez por eles o que não tinham condições de fazer por
si mesmos.
Misericordiosamente, permitiu-lhes que se aproximassem dEle, para
viverem em Sua presença. Esses mesmos conceitos fazem parte da teologia do
santuário e de seus rituais, posteriormente explicitados no Antigo Testamento.
O que é embrionário ou apenas sugerido em Gênesis 3 se torna um corpo teológico completamente
desenvolvido no sistema sacrifical israelita. Adão e Eva já estavam colhendo os
benefícios do sacrifício de Cristo.
Arsenio
Bibliografia
Tratado de Teologia p. 423
Bíblia (ACF)
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